A história do Amapá e de sua
capital Macapá começou a ser documentada a partir do século XVI, quando
navegadores portugueses, espanhóis, franceses, ingleses e holandeses disputavam
o controle político e comercial dessas terras situadas ao norte do Rio
Amazonas. Somente por volta de 1647 Portugal teve sua soberania reconhecida, foi
então que Sebastião Lucena de Azevedo, Governador do Maranhão, promoveu uma
expedição contra os últimos redutos estrangeiros existentes na região.
Um pouco mais de um século
depois Mendonça Furtado elevou Macapá, antes povoado, à categoria de Vila de
São José de Macapá, em 04 de fevereiro de 1.758. Após três anos inaugurava-se o
mais antigo monumento da cidade de Macapá: a Igreja de São José de Macapá.
Constituem as origens do Amapá, esses colonos degredados de Portugal (bandidos,
prostitutas, presos políticos, negros africanos ou oriundos da Bahia e do Rio
de Janeiro, além dos índios que já habitavam o local a milênios).
A construção da Fortaleza de
São José de Macapá e consequentemente a sua inauguração em 19 de março de 1.782
dificultou os ataques dos franceses, que insistiam em resistir, estabelecidos
na vizinha Guiana Francesa.
O forte levou 18 anos para ser construído e era o maior do Brasil
colonial. Em 2007 este monumento foi eleito uma das 7 maravilhas do Brasil. O título
maravilha do Brasil se deve por seu valor histórico sua beleza exuberante
contornado pelo Rio Amazonas e pelas charmosas praças Beira Rio e Parque do
Forte.
O baixo Amazonas sempre foi muito
cobiçado e o povoamento por luso brasileiros seria a única resposta à ambição
daqueles estrangeiros. Mesmo após a Independência de 7 de setembro de 1822 o
Brasil continuava enfrentando problemas de fronteira com a França que
disputavam a região entre o Rio Oiapoque e o Rio Araguari que corresponde quase
à metade do território Amapaense.
Os
conflitos acentuaram-se ainda mais a partir de 1894, quando se deu a descoberta
de ouro em Calçoene. Este fato motivou ainda mais a presença de
norte-americanos e europeus especialmente franceses que se instalava às
cabeceiras do rio. O cenário destas questões litigiosas com a
França foi o município do Amapá. Nos episódios diplomáticos e de enfrentamentos
militares que culminaram com a conquista brasileira desse território,
destacou-se a figura de Francisco Xavier da Veiga Cabral, o Cabralzinho, que
por seus atos de bravura tornou-se figura heróica do Estado. Por fim, em 1900 a brilhante defesa do Barão do Rio Branco, o presidente Hauser, em luminosa sentença, decidiu o litígio em favor do Brasil no tratado da Suíça. As terras em questão foram definitivamente concedidas ao Brasil mas isso não encerrou as pretensões francesas ao território.
As terras do Amapá foram transformadas
em território nacional em 1943, depois de terem sido separadas do Estado do
Pará. Três anos após a criação do novo território federal foi descoberto uma
jazida de alto teor de manganês no Amapá. Em Janeiro de 1957 com a presença do
Presidente Juscelino Kubitschek ocorreu o primeiro carregamento de manganês que
saiu das terras do Amapá e embarcou no navio Areti-XS – Baltimore, levando
9.050,05 toneladas de manganês do Porto de Santana.
Do município de Serra do Navio foram extraídos e exportados 35 milhões
de toneladas do minério, o suficiente para encher 1.166 navios, o que serviu
para abastecer principalmente o mercado norte-americano.
No século XIX as principais cidades da
Amazônia viveram o apogeu do ciclo da borracha, nativa, extraída dos seringais
para abastecer a emergente indústria de pneus no mundo. Já no século XX surge uma nova tentativa de construir um novo império, no município de
Laranjal do Jarí onde foi implantado o Projeto
Jari, ambicioso programa do mega-empresário norte-americano Daniel Ludwig,
ligado à exploração de madeira, ao cultivo de arroz e à produção de celulose, na década de 60.
Apesar do grande investimento, o projeto não se consolidou.
Em 1988, o então Território do
Amapá foi transformado em Estado e a partir desta data passou a ser um dos
estados que mais se desenvolvem no norte do Brasil. Desde o descobrimento do
Brasil, a Amazônia é alvo preferencial da cobiça estrangeira devido sua
multi-riquezas. Muito já se escreveu sobre o assunto. Assim, só nos resta relembrar
alguns episódios que julgamos de maior relevância na caracterização do desejo
em internacionalizar a região. Não são poucos os que lutam e nem serão esquecidos os que deram a própria vida para que um dia esse pedaço do Brasil, duramente conquistado num passado heroico, continue sendo protegido contra os que visivelmente tentam usurpar a nossa soberania.
Parabéns! Os brasileiros não tem conhecimento da sua própria história. Acredito que essa história sobre o manganês vai ser bem interessante. Vou ler! Só essa introdução já me faz ter uma ideia de como vai ser engrandecedor conhecer sua história. Bjos e Boa sorte!
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